Aventura da Vida 3
O significado de aventura é arriscar, ousar, expor – ventura, ao destino, – sorte. Quem arrisca o terreno conhecido, tem o desejo oculto do novo, o instinto do explorador, característica principal do ser humano. Viver é arriscar.
O verdadeiro aventureiro sabe que é com os erros que se busca os acertos e que a derrota é uma vitória, porque uma etapa foi cumprida. O aventureiro está vivo e sabe que o hoje apenas o meio de chegar ao depois.
Aqueles que dão realidade a um momento de impasse terão imensa dificuldade em encontrar uma saída; devemos encarar o impasse como uma tendência a existir, que pode ser modificada por um simples movimento na lente da percepção que aciona múltiplos caminhos até então invisíveis e aparentemente inexistentes.
O impasse é um estímulo – criatividade e – competição, um estímulo para se alcançar o infinito que está – nossa frente.
Infelizmente nem sempre competimos produtivamente; o mais comum é a distorção que transforma esse instinto natural em um elemento desagregador e destrutivo, fruto da carência.
Quando na carência sentimos a necessidade de um feito que comprove a nossa eficiência, para sermos aceitos; nos orgulhamos com a ilusão da superioridade momentânea e, exercemos o poder de nossa conquista sobre os que ainda não conseguiram atingir a sua meta, os quais passamos a ver como mais fracos ou inferiores.
Proponho os ‘10 C’ de C ompetição, para o verdadeiro aventureiro:
1. Consciência – O bom competidor tem consciência, e consciência é ética.
2. Conhecimento – Limites são vencidos com pequenos passos.
3. Curiosidade – A inteligência que leva luz à escuridão.
4. Comunicação – A humildade de perguntar, questionar e compartir.
5. Criatividade – Acesso à fonte infinita do ser interior.
6. Capacidade – Superar os limites impostos pelo medo.
7. Cooperação – Isolados somos pó; conectados com o todo, somos Deus.
8. Coragem – Viver o fracasso e o sucesso como uma experiência passageira.
9. Competência – A aptidão, o conhecimento, o preparo e o esforço.
10. Compartilhar – O importante é participar.
Proponho a troca do desejo de afirmação através do poder da onipotência do ego, pela manifestação do potencial individual, a humildade do Ser que sabe que o importante é o Caminho e não a meta.
Anna Sharp é terapeuta autodidata há 20 anos. Seu trabalho psicoterapêutico baseia-se na Física Conceitual, a partir de estudos de Física e Astronomia na UFRJ. Tem formação em Programação Neurolingüística e especialização em Eneagrama das Personalidades segundo Gurdieff. Fez treinamento no Institut Robert Monroe, nos EUA, em Out of Body State, sendo criadora do Processo de Pesquisa Interior. Orientou o Curso de Aperfeiçoamento Humano no Caminho Real. É autora dos livros Resgate de um Casamento, A Vida Tende a dar Certo, Reflexões – para os que ousam pensar e questionar e A Magia do Caminho Real.
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