Se plantamos sementes de limoeiro, não podemos colher tomates. Se escolhemos pensamentos e sentimentos ruins, não podemos esperar ter uma vibração boa. E se não temos vibração boa, pela lei da sintonia, não podemos esperar sintonia com outras vibrações boas. E ficamos assim.


BBB

31Jan07

Nelson Rodrigues já profetizava que o grande evento social do século vinte seria a “Revolução dos Cretinos Fundamentais”, que ergueriam o cálice da vitória por uma simples razão, superioridade numérica. Pois é… Nelson Rodrigues estava certo. Eis que estamos de frente ao maior representante desse movimentos social: o tal Big Brother.

Nem vou aqui, redigir um discurso moralista em prol da conservação dos bons costumes. Não vou e não quero mudar coisa nenhuma, a não ser a mim mesmo. No mais o que posso fazer, enquanto me derem espaço, é denunciar, ironizar, enfiar o dedo na ferida e até, quem sabe, criar um tantinho que seja de beleza. É Daniel na cova dos leões. E os leões avançam inexoravelmente.

Assisti cinco minutos de Big Brother, me senti usado. Me senti uma espécie de ajudante de palhaço. Claro, os verdadeiros palhaços desfilavam no vídeo, toda uma espécie de carência afetiva, baixa-estima. Tudo muito falso. Tudo pela publicidade, qualquer que seja ela.

Sei que a situação brasileira, não é das melhores, e qualquer mil reais é uma ajuda divina. Mas deve-se pensar em como conseguir estes mil reais.  Contribuir para uma programação débia, pre-conceitosa e vazia, não é oportunidade, é atraso.

Aqui e ali, como estrelas solitárias, pulsam algumas ilhas de resistência. Até quando, não sei, e me angustio por isso.


O significado de aventura é arriscar, ousar, expor – ventura, ao destino, – sorte. Quem arrisca o terreno conhecido, tem o desejo oculto do novo, o instinto do explorador, característica principal do ser humano. Viver é arriscar.

O verdadeiro aventureiro sabe que é com os erros que se busca os acertos e que a derrota é uma vitória, porque uma etapa foi cumprida. O aventureiro está vivo e sabe que o hoje apenas o meio de chegar ao depois.

Aqueles que dão realidade a um momento de impasse terão imensa dificuldade em encontrar uma saída; devemos encarar o impasse como uma tendência a existir, que pode ser modificada por um simples movimento na lente da percepção que aciona múltiplos caminhos até então invisíveis e aparentemente inexistentes.

O impasse é um estímulo – criatividade e – competição, um estímulo para se alcançar o infinito que está – nossa frente.

Infelizmente nem sempre competimos produtivamente; o mais comum é a distorção que transforma esse instinto natural em um elemento desagregador e destrutivo, fruto da carência.

Quando na carência sentimos a necessidade de um feito que comprove a nossa eficiência, para sermos aceitos; nos orgulhamos com a ilusão da superioridade momentânea e, exercemos o poder de nossa conquista sobre os que ainda não conseguiram atingir a sua meta, os quais passamos a ver como mais fracos ou inferiores.

Proponho os ‘10 C’ de C ompetição, para o verdadeiro aventureiro:

1. Consciência – O bom competidor tem consciência, e consciência é ética.
2. Conhecimento – Limites são vencidos com pequenos passos.
3. Curiosidade – A inteligência que leva luz à escuridão.
4. Comunicação – A humildade de perguntar, questionar e compartir.
5. Criatividade – Acesso à fonte infinita do ser interior.
6. Capacidade – Superar os limites impostos pelo medo.
7. Cooperação – Isolados somos pó; conectados com o todo, somos Deus.
8. Coragem – Viver o fracasso e o sucesso como uma experiência passageira.
9. Competência – A aptidão, o conhecimento, o preparo e o esforço.
10. Compartilhar – O importante é participar.

Proponho a troca do desejo de afirmação através do poder da onipotência do ego, pela manifestação do potencial individual, a humildade do Ser que sabe que o importante é o Caminho e não a meta.

Anna Sharp é terapeuta autodidata há 20 anos. Seu trabalho psicoterapêutico baseia-se na Física Conceitual, a partir de estudos de Física e Astronomia na UFRJ. Tem formação em Programação Neurolingüística e especialização em Eneagrama das Personalidades segundo Gurdieff. Fez treinamento no Institut Robert Monroe, nos EUA, em Out of Body State, sendo criadora do Processo de Pesquisa Interior. Orientou o Curso de Aperfeiçoamento Humano no Caminho Real. É autora dos livros Resgate de um Casamento, A Vida Tende a dar Certo, Reflexões – para os que ousam pensar e questionar e A Magia do Caminho Real.


Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor

Olha você e diz que não
vive a esconder o coração

Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo
mas não deixa ninguém ver
Por que será?

Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz.


Now all the masters knows that you need the glow,
You need the glow, the glow to grow.

If you love to live, you live to love,
Hah, you got to move to the upper level.

Cos When you got the glow, there aint no stopping,
what you want to do.

To reach that upper level,
your mind, body and soul must be one.

It’s a sacrifice, it takes hard work, it’s a way of life.
When you got the glow, you feel the one, (You feel the one)
When you got the glow, Your body’s gold, (Your body’s gold)
So don’t let go, of the power of elevation. (Power)

Talk about that glow

Everybody knows that you need the glow,
You need the glow, the glow to grow.

And if you love to live, you live the life the way you love,
The love you take the gift.

Cos when you got the glow, you see it on your face,
You feel it in your head, people understand,

That you’ve got the glow, and they’re beware,
Cos the power’s there when you got the glow.

Well,
when you reach that upper level,
Your mind body and soul will be one.
It’s a sacrifice, it takes hard work,
It’s a way of life.

When you got the glow, you feel the one,
When you got the glow, Your body’s gold,
So don’t let go, of the power of elevation.

Cos when you got the glow, when you got the glow,
Everybody know and I’m friend and foe,
They’ll all beware, they’ll all beware, (When you got the glow)
Cos they know that you got the fire there.
When you got the glow, when you got the glow, (When you got the glow)
They’ll all beware, they’ll all beware.

Cos they know, they know, they know, they know, they know (When you got the glow)
They know you got the glow, the glow to grow.

The glow


Nada do que eu vejo nesse lugar significa coisa alguma.

Agora olha vagarosamente à tua volta e pratica aplicando essa idéia, de modo muito específico, a qualquer coisa que vejas:

Essa mesa não significa nada.
Essa cadeira não significa nada.
Essa mão não significa nada.
Esse pé não significa nada.
Essa caneta não significa nada.

Então, olha além do que o que está imediatamente à tua volta e aplica a idéia a um âmbito mais amplo:

Aquela porta não significa nada.
Aquele corpo não significa nada.
Aquela lâmpada não significa nada.
Aquele cartaz não significa nada.
Aquela sombra não significa nada.

Nota que estas declarações não estão agrupadas em nenhuma ordem e não fazem nenhuma distinção quanto às diferenças entre os tipos de coisas às quais são aplicadas. Esse é o propósito do exercício. A declaração deve ser meramente aplicada a qualquer coisa que vês.

Ao praticar a idéia do dia, use-a com total indiscriminação. Não tente aplicá-la a tudo que vê, pois estes exercícios não devem se tornar ritualísticos. Apenas certifique-se de que nada do que vê seja especificamente excluído. Qualquer coisa é como qualquer outra no que concerne à aplicação da idéia.

Cada uma das três primeiras lições não deve ser praticada mais do que duas vezes por dia, de preferência pela manhã e à noite. Também não se deve tentar fazê-las por mais de um minuto, aproximadamente, a menos que isso implique em uma sensação de pressa. Uma sensação confortável de lazer é essencial.


Femme Noir

17Jan07

São Paulo, terminal Tietê, onze horas da noite. Chuva. Sabendo que toda história de amor deve acontecer em função de um ápice dramático, o clímax, fiz exaustivas correções que não deixavam dúvidas se tratar de um roteiro mais que perfeito. Decorei todos os scripts, escolhi o figurino com atenção, abrangendo uma infinidade de possibilidades. Estaria bem posto em uma piscina ou em eventos formais. Tudo isso para que, como em um filme noir, assim que desembarcasse na rodoviária me entregaria ao voluptuoso beijo roubado da atriz principal. Não deixando dúvidas de minha intenção em iniciar ali, uma linda história de amor. Luz, câmera, ação!

Já em terra firme, não reconheci na multidão a pessoa de minha paixão, mesmo que os minutos denunciassem atraso angustiante, tentava inutilmente adivinhar em qual cardeal ela poderia surgir. O frio, a chuva e a agonia, substituíam o solavanco da longa viagem. Minhas pernas, que há pouco adormeceram, se recusavam em latejos a nova posição erguida. A fala que exaustivamente ensaiei, já não cabia mais naquele momento… Pois, contrariando o roteiro, a atriz troca a cena do beijo por um abraço sem jeito. O roteiro fora criminosamente abortado.

No taxi, procurei iniciar rapidamente a conversa. Ela, no entanto, parecia que não decorou sua fala. Dizia coisas que não estavam escritas. Irritei-me e ela não fez a mínima idéia do que a está deixando tão estressado. A já amaldiçoada canastrona, ria copiosamente, quando não era para rir, e se perdia em elucubrações quando sua atenção deveria estar direcionada aos meus gestos ensaiados. Assim de repente, ela fala de seu ex-namorado. Corta, corta! O vilão nem está nessa história!

A próxima cena sugeriria um tórrido momento de intimidade, dois corpos se entregando ao gozo, entre gritos e sussurros à meia-luz, onde a persiana filtrava o luar, denunciando nossas silhuetas em comunhão. Mas a atriz sugere o sofá da sala. Como tentativa frustrada, sugeri “in vino veritas”, ela, apaga a luz que quero dormir.

E assim encerrou uma relação onde não deveria haver falas decoradas nem cenas pré-concebidas. Não faltaram momentos nem oportunidades. Porém faltou o ingrediente principal, que sem ele, nenhum romance se inicia: amor. Mas minha vaidade de diretor não percebeu por que estava ocupado demais com interpretações e com final feliz. Talvez acontecesse exatamente como no script, desde que aprendesse a trabalhar em equipe.

Sem nenhuma dúvida, há leis naturais e imutáveis que não se derrogam segundo o capricho de cada um; todas as circunstâncias da vida, acontecem segundo uma razão, segundo um porque. Em nossas vidas estamos sempre no papel do ator principal, e nas situações mais importantes, como diretores. Inutilmente programar os acontecimentos, direcionar os fatos ao nosso favor. O problema reside justamente aí. Pedimos sempre o que queremos, o que é de nosso contento, sempre ultrapassando o limite do necessário na satisfação das nossas vontades.

Close up, em uma foto já desgastada pelo tempo, finalizando em fade-out.


Costumo dizer que existem três tipos básicos de pessoas:

- Os que simplesmente vivem baseados em informações que foram passadas por outros que por sua vez também as receberam sem jamais questioná-las; aceitam o sistema e se amoldam felizes.

- Os que sonham, e ao entrar em contato com seus desejos, se reprimem e se crucificam porque não ousam fazer diferente do que tantos fizeram; têm muito medo de si próprios e também daqueles que os fazem perder as certezas às quais se agarram, como se com elas estivessem assegurando a felicidade e até mesmo a imortalidade. São profundamente infelizes.

- E os inquietos, os que nasceram com um tipo de vírus que não permite acomodação, os que estão sempre buscando o novo, os que sonham e querem ver os seus sonhos realizados. São os que ousam viver a aventura da vida; estão vivos!

Desde muito cedo descobri que para viver, é preciso ousar mergulhar no novo, romper os limites, questionar as ordens, muitas vezes contrariando o que nos ensinaram.

É claro que os que ousam se rebelar pagam um preço, muitas vezes bem alto, pela ousadia, mas, é uma questão de escolha.

Pense, examine e questione as suas verdades! Se seus pais, mestres e professores fossem os donos da verdade, teriam sido felicíssimos…! Se foram, ouça-os, siga-os!

Caso contrário, sonhe, sonhe com metas ao seu alcance; ultrapasse os seus limites sim, mas um passo após o outro e, em momentos mais difíceis, dê apenas mais um passo, sabendo que será preciso ousar mais à cada passo…

Um dia nos garantiram que a Terra era chata. Alguém resolveu questionar se era mesmo impossível voar. Outro achou possível chegar à Lua… e muitas coisas mais.

Graças à ousadia de alguns, fomos caminhando e aumentando os nossos limites.

Muitas vezes preferimos o que não gostamos apenas por ser conhecido e não nos arriscamos em busca do que realmente poderíamos gostar. Por que?

É o medo que nos impede de crescer, criar e ser! O medo de descobrirmos nossas forças e sermos obrigados a nos responsabilizar por tudo que estamos vivendo.

Medo de nós mesmos!

Anna Sharp é terapeuta autodidata há 20 anos. Seu trabalho psicoterapêutico baseia-se na Física Conceitual, a partir de estudos de Física e Astronomia na UFRJ. Tem formação em Programação Neurolingüística e especialização em Eneagrama das Personalidades segundo Gurdieff. Fez treinamento no Institut Robert Monroe, nos EUA, em Out of Body State, sendo criadora do Processo de Pesquisa Interior. Orientou o Curso de Aperfeiçoamento Humano no Caminho Real. É autora dos livros Resgate de um Casamento, A Vida Tende a dar Certo, Reflexões – para os que ousam pensar e questionar e A Magia do Caminho Real.


Ei dor…
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

Ei medo…
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

E se quiser saber pra onde eu vou
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou


Na aventura pelo planeta Terra, cada passagem, cada caminho, cada pessoa, acrescenta uma peça ao imenso quebra-cabeça que se delineia à nossa frente mostrando uma paisagem incrivelmente bela em sua perfeição. São os acidentes ultrapassados e contornados em um rio que formam a sua beleza.

Da mesma forma a nossa vida. É claro que não está completa, na verdade falta muito, falta tanto quanto os dias de nossa vida. Somos co-criadores com Deus e esta é a maior de todas as aventuras!

A cada ação corresponde uma reação; é a Lei Cósmica de causa e efeito.

Normalmente jogamos a responsabilidade do que nos acontece em Deus, no diabo, no outro, na existência, em outras vidas ou no destino; desculpas para não nos responsabilizarmos por nossos erros.

O primeiro passo para ingressar na aventura da vida é nos reconhecermos como criadores e nos responsabilizarmos por nossa vida, ou seja, perceber que criamos as causas dos efeitos que vivemos. Estamos sempre repletos de boas intenções e não imaginamos que quando acontece algo desagradável ou desastroso, tenha sido criado por nós.

Temos o poder e a liberdade para criar o que quisermos.

Vivemos como se tivéssemos as mãos repletas de sementes de todas as qualidades e, passeando distraídos, vamos deixando-as cair por nosso caminho; algumas vezes compramos sementes que não queremos, apenas para ter o que fazer; e ainda em outras, não verificamos antes se são as que queremos.

Assim vamos plantando o que desejamos e também o que não queremos…

Para a lei de ação e reação, se você plantar sementes de cebola em seu jardim pensando que são de rosas, nascerão cebolas, por mais que você chore por isso.

Repetimos o mesmo erro por desatenção ou pela onipotência de acreditarmos que podemos escapar da lei de causa e efeito. A energia que consumimos na inútil tentativa de fuga da responsabilidade, é a mesma que gastaríamos para aprender com o erro. O que ignoramos é que ao fugir dela, caímos num buraco muito maior: a culpa . A responsabilidade é uma aliança com a ação, e a culpa , uma aliança com a inércia e, o que chamamos de “mal” são as lições não aprendidas quando esquecemos de que o erro é o caminho para o aprendizado. Por incrível que pareça, o medo da responsabilidade é o grande engodo de nossa percepção distorcida pelos sentidos.

Mas, o sol sempre nascerá outra vez e uma nova oportunidade virá…

Quem É O Mestre?

Anna Sharp é terapeuta autodidata há 20 anos. Seu trabalho psicoterapêutico baseia-se na Física Conceitual, a partir de estudos de Física e Astronomia na UFRJ. Tem formação em Programação Neurolingüística e especialização em Eneagrama das Personalidades segundo Gurdieff. Fez treinamento no Institut Robert Monroe, nos EUA, em Out of Body State, sendo criadora do Processo de Pesquisa Interior. Orientou o Curso de Aperfeiçoamento Humano no Caminho Real. É autora dos livros Resgate de um Casamento, A Vida Tende a dar Certo, Reflexões – para os que ousam pensar e questionar e A Magia do Caminho Real.